Antes de pensar no que mudar, vale perceber o que o cabelo já oferece.

Antes da referência

Uma fotografia pode abrir uma boa conversa. Ela mostra uma intenção: mais movimento, um desenho clássico, laterais leves ou um comprimento que se quer preservar. Mas cada cabeça tem uma história própria de crescimento.

É nessa diferença que o trabalho começa. O corte precisa encontrar o fio que está diante de mim, entender sua direção e conversar com a rotina de quem vai usar.

O corte começa antes da tesoura.

Observar também é trabalhar

Os redemoinhos mostram onde o fio muda de direção. A textura participa da maneira como ele ocupa o espaço. A densidade interfere no peso visual. Esses detalhes não aparecem com a mesma força em toda referência.

Olhar para eles antes de cortar ajuda a decidir. Às vezes, uma área pede estrutura. Em outras, é preciso liberar peso. A tesoura entra quando essa leitura começa a ficar clara.

Um corte que continua fora do Studio

O resultado precisa funcionar depois que o atendimento termina. Por isso, a conversa sobre cuidado e finalização faz parte do corte.

Quando o desenho respeita o cabelo e a pessoa entende como lidar com ele, o cuidado passa a fazer parte da rotina com mais consciência.